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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Pitaquinho Musical - Weezer (Gold Album)

Muito provavelmente os mais novos nem saibam disso, mas no final dos anos 90, em programas da MTV como Garganta e Torcicolo e Gordo a Go-Go, o apresentador João Gordo - sim, o líder do Ratos de Porão - costumava ter uma espécie de mantra que ele volta e meia repetia, em alguma eventual discussão musical: "quem não gosta de Weezer bom sujeito não é". E, por mais que não dê pra falar em retorno às origens da banda de Rivers Cuomo e companhia - até mesmo porque o estilo musical meio que nunca mudou muito, com a sonoridade entre o power pop e o indie rock preservada e e as letras existencialistas sobre as dores do homem médio romântico, intelectual e moderno intactas -, o fato é que a produção recente pouco empolgava, como atestam o medonho Van Weezer (2021) e a totalmente descartável coletânea de EPs SZNZ (2022).

 


E, bom, pra quem em pleno ano da graça de 2026 ainda sonha com um reboot de Pinkerton (1996), talvez Golden Album, o décimo sétimo (sim, pasme) disco dos californianos possa ser um bom caminho para esse tipo de nostalgia musical - ainda que, com mais de 30 anos de carreira, todos ali estejam muito mais experientes, com outros dilemas para além de frustrações sexuais adolescentes e incertezas generalizadas. Peguemos como exemplo o single We Might as Well Be Strangers que, com participação de Karly Hartzman dos incensados alternativos do Wednesday, e que é uma canção tão hedonista à Weezer do Velho Testamento, que não faria feio talvez no Green Album. Já a divertida Hoops, faz a crítica as burocracias tecnológicas da era moderna, ao narrar as desventuras de um sujeito que apanha pra usar objetos simples do cotidiano, como torradeiras ou ferros de passar. Ao cabo, não se trata de reinventar a roda. É apenas o Weezer sendo direto, em dez músicas e um pouco mais de 30 minutos de duração - o que na era do fan service é um baita acerto.

Nota: 8,5 

quarta-feira, 6 de março de 2019

Novidades em Streaming - Weezer (Black Album)

Acredite se puder: o Weezer já está no décimo terceiro disco na carreira! Após lançar no começo do ano o inexpressivo Teal Album (um disquinho meio palha de covers que ninguém deu muita bola), Rivers Cuomo e companhia retornam com Black Album, registro com 10 canções originais que já está disponível nas plataformas de streaming. Volta às origens? Um novo Pinkerton pra chamar de seu? Nada. Aliás, podemos parar com essa paranoia de achar que o Weezer tenha que lançar um grande álbum que representará uma reviravolta inacreditável em sua carreira. Não, não irá acontecer. E se a gente relaxar em relação isso, conseguirá curtir mais um punhado de canções juvenis, com aquele charme nerd/garageiro que é a marca registrada da banda, com umas pitadinhas eletrônicas aqui e um tecladinho mais maroto acolá - cortesia do produtor Dave Sitek, que já trabalhou com o Yeah Yeah Yeahs, entre outras bandas massa. Lá nos anos 90, o João Gordo, no seu indefectível programa Piores Clipes do Mundo já dizia: quem não gosta de Weezer, bom sujeito não é. Pra nós do Picanha essa sentença continua valendo!



terça-feira, 5 de abril de 2016

Disco da Semana - Weezer (White Album)

Para quem tem 34 anos, caso deste jornalista e blogueiro que vos escreve, escutar o mais recente lançamento do Weezer é mais ou menos como ler um novo gibi da Turma da Mônica. Mas não aquela Turma da Mônica jovem, adolescente, enfim, que foi criada mais recentemente. Falo daquela turminha raiz, da Magali e sua fome insaciável, dos planos infalíveis do Cebolinha, do Cascão sempre fugindo do banho e da Mônica dando umas boas coelhadas nos dois, com a sua indefectível força, de história em história. É uma galerinha que, eternamente, terá seis anos de idade. E permanecerá em nossos corações da mesma maneira, sendo adorável por gerações e gerações - ao menos é assim que a gente espera. O problema somos nós, que crescemos. Que passamos a ter outras preocupações, trabalho, faculdade, vida adulta. Outros gostos, preferências. Faz parte da formação de cada um.

Já a banda de Rivers Cuomo, parece presa em uma cápsula do tempo em que eternamente estamos no ano de 1994 - ano de lançamento do sensacional Blue Album, registro de estreia do quarteto. O clima power pop garageiro, os refrões fáceis, o estilo de cantar ao mesmo tempo urgente e melancólico de Cuomo, os álbuns curtos, diretos, nada parece mudar no sistema de produção do grupo. Está tudo lá, praticamente desde o começo. A fórmula pouco muda. Não significa que seja ruim. É divertido. Talvez em muitos casos até lúdico. Assim como a Turma da Mônica, seguimos gostando e sabendo que as revistinhas estarão lá, ao alcance de nossas mãos, em alguma banca de esquina. Mas muito provavelmente será aquele material que escutaremos (ou leremos), talvez uma ou duas vezes, até percebermos que a MTV não passa mais o clipe de Black Hole Sun do Soundgarden nas tardes juvenis em que o Gás Total era o principal veículo de comunicação do momento.




Sério Rivers, gostamos de você. És um cara simpático, bom músico e, por mais paradoxal que, hoje, isso possa parecer, também contribuíste para a formação daquilo que gosto de apreciar na seara cultural - e que embasa essas resenhas de quem pouco sabe, mas gosta de dar pitaco. Lembro até hoje do João Gordo dizendo em tom jocoso, durante o programa Piores Clipes do Mundo, o mantra "Quem não gosta de Weezer, bom sujeito não é", enquanto rodava o clipe de Buddy Holly, talvez um dos favoritos da vida. Mas custaria quem sabe arriscar um pouco mais? Experimentar? Alterar levemente o estilo melódico do grupo? Sair um pouquinho da zona de conforto? Como fez, por exemplo o Supergrass, em algum momento, em seu processo de amadurecimento musical? Ou mesmo o The Cribs? Ou, melhor ainda, o Green Day - pra citar uma banda que surgiu no mesmo ano do Weezer, e que, atualmente, parece outra coisa?

Caso você esteja voltando agora de alguma outra galáxia, bom, a grande vantagem é que o recém lançado White Album pode ser uma excelente porta de entrada para quem ainda não conhece a sonoridade dos californiamos. Lá é possível encontrar as características baladas românticas (Endless Bummer), o pop colorido prontinho pra tocar em rádios (California Kids) e o roquinho mais urgente quase em estilo emo (King Of the World). Tudo prontinho pra ser consumido (e descartado) da maneira mais rápida possível. Talvez apenas Jacked Up, quase no final do disco, com o seu trabalho vocal levemente modificado e boa produção da trinca guitarra, baixo e bateria pudesse representar um novo caminho a ser seguido. Afinal de contas, o mundo mudou muito. E o Weezer, com som meio anacrônico, parece não ter acompanhado tanto. Ou serei eu que terei me tornado um véio chato??

Nota: 5,8

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Na Espera - Weezer (Disco)

Não é piada de primeira de abril, não! O Weezer anunciou para esta data o lançamento de um novo disco de estúdio - após o elogiado Everything Will Be Alright in the End, de 2014. O trabalho se chamará White Album, assim como já ocorreu anteriormente com outros álbuns homônimos, que receberam nomes de cores, como azul, verde e vermelho. O mistério sobre o novo lançamento começou a ser desvendado após o grupo de Rivers Cuomo divulgar uma série de imagens brancas e até mesmo uma espécie de videoclipe em que se vê apenas um fundo esmaecido, com uma sonoridade plácida.


A julgar pelos singles lançados até o momento, especula-se sobre uma possível volta a sonoridade utilizada no início da carreira, especialmente em registros como o garageiro Blue Album (1994) e o versátil Pinkerton (1996) - até hoje tido por público e crítica como o melhor lançamento dos californianos. Enquanto o disco não chega, os fãs já podem curtir as músicas disponibilizadas previamente, como no caso do videoclipe King Of the World, lançado no final da semana passada. É só clicar e conferir!


terça-feira, 28 de julho de 2015

Lançamento de Videoclipe - Weezer (Go Away)

Os americanos do Weezer seguem em plena campanha de divulgação do mais recente disco, o simpático Everything Will Be Alright In the End, lançado no final do ano passado. Por conta disso, a banda disponibilizou, na última semana, um videoclipe para a música Go Away, que faz parte do registro. No vídeo, Rivers Cuomo e seus comparsas do grupo tiram uma onda com o Tinder, popular aplicativo utilizado para, digamos, conhecer e encontrar novas pessoas para futuros relacionamentos. Na história, o personagem principal faz de tudo para conquistar a amada - a bela Bethany Cosentino, vocalista e guitarrista dos californianos do Best Coast, que participa da música. Dá o play e confere!